domingo, 24 de julho de 2011

O calor


Eis que surge todo o mal, fumega carne posta, aquelas ancas seriam o enluarado inferno. -Dai-me o crime, ó fruto de vossas entranhas, próxima é a morte de quem exala tua  loucura. Esconda tal fragilidade, cona insensata! Abandonai tuas psicoses em vestimentas do pecado, o justo lugar de minha honraria. O não estar convida o outro não ser que invalida os ecos da consciência em um crânio igualmente perverso. Não importava quão sujo fosse as ordens eram expressas, “primeiro a cama”. Outras residências mantinham aquele corpo gelado, já o meu... além de frequentado estava fervendo com aquele visgo peculiar. Quando as pernas distanciam-se involuntárias me arrepio toda, os dedos em toda a minha extremidade banindo-me da razão, é como um suicida sobre a mira de um revólver, esse seria o motivo com a qual o prazer concordara. Existia um pouco de certeza no que ela demonstrava, somente os pervertidos tinham aquele olhar, mas eram olhos quase que ferozes. - A calcinha de renda deveria fazer algo quanto a isso, não é mesmo? O infeliz mal de ser mulher é aguentar qualquer safadeza de um homem. As bebedeiras causavam-lhe tanta dor de cabeça que no dia seguinte não se lembrava do número de vezes que esguichava aquele porcaria amarela. Porém, voltemos a missão . A maneira como analisavam-me era um tanto pomposo, deixava-me eriçada como os pêlos de uma cachorrinha -“ Já que o bom nome não me comove, meu pedido é procurar outro." - Alíás, não o citei, mas sua carne é tão nobre que só os mais dignos se deliciam! Não entenderam, não é mesmo? Ah! Buceta, buceta, buceta, buceta, buceta, buceta... nehuma palavra, apenas atenção neste momento. Assim se lembram de mim! E a bunda? Um par de nádegas que preenchem assentos de conduções e memórias locais. Algumas pessoas se empolgam e o cheiro é tão asqueroso quanto o que dispersa no ar mas... de um só corpo, bunda ou buceta? Confuso demais não é, ninguém ia querer. Quem disse que deveriam escolher? Uma pessoa? Tentar entender até este momento, é o mesmo que perder a convicção, um local, uma mira... esse é o instante em que quando olham é para enfiar com toda a convicção em troca de um gemido, ensurdecer às maldades de um homem que emudeceu, aquele homem perdido, ainda assim não perco a voz nem as reclamações e nem mais... mais... as minhas crenças.

P. Viajei

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Algumas vezes

não nessa, não ainda

significado significa...

Parece escrita,

palavra perdida

nome de um desocupado

que não nasceu ainda.

Vilões do tempo

seres de outro mundo,

reféns da incógnita

definitiva

morra ou mergulhe

na insatisfação

na veleidade

no homem são

habitando vidas perfeitas.

P. Viajei

terça-feira, 19 de julho de 2011

Henry Miller


Lentamente, ele se curvou sobre ela, beijou sua boca úmida e cheirosa. A língua dela se introduziu entre seus dentes, e assim ficara, trêmulos e ofegantes. Ela o deixou acaricia-la, encorajava-o com surdos murmúrios, tomava-lhe a mão na sua e com esse toque ardente orienta-lhe a busca errática. E quando, depois, quedaram-se exauridos, ele a interrogou – sobre os outros com quem fora para cama; sobre o funcionamento de seu corpo de mulher; sobre os mais íntimos detalhes de sua vida emocional. Ela não fez qualquer tentativa de escamotear o que quer que fosse, nem procurou idealizar sentimentos. Nuas como sua carne eram as respostas que ela lhe deu. Nem ele lhe perguntou se havia amado um de cada vez. Pediu-lhe, em vez disso que descrevesse os seus próprios sentimentos, que lhe desse um quadro completo dos seus desejos, pensamentos, impulsos e reações.Quando, por sua vez, coube a ela interrogá-lo, ele teve dificuldade em responder. Enredou-lhe a tal ponto no que disse que ela se viu obrigada a não acreditar. Além disso, as sensações que ela tirava disso eram muito menos gratificantes do que havia imaginado. Era mais fácil para ela excitar-se com sua próprias sensações.

Crazy Cock – pág 112

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Frases: Marquês de Sade

...e que nada nem ninguém é mais importante do que nós próprios. E não devemos negar-nos nenhum prazer, nenhuma experiência, nenhuma satisfação, desculpando-nos com a moral, a religião ou os costumes.



http://pensador.uol.com.br/autor/marques_de_sade/

"CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO" CENA FINAL(PRAIA)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia do Rock

Viva o Rock n Roll!!!!!!!!!!!!

Hell Ride

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vinícius de Morais

Soneto da Separação



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

(Vinicius de Moraes)


segunda-feira, 4 de julho de 2011

120 dias de Sodoma - Marquês de Sade


'Onde diabo a senhora Duclos', começou dizendo, 'foi buscar uma safada feia como vós? Na lama, provavelmente!... Devíeis estar agarrando alguns soldados de guarda quando foram vos buscar.' Envergonhada, a jovem, que não fora avisada de nada, não sabia que atitude adotar. 'Vamos! despi-vos logo', continuou o cortesão... 'Como sois desajeitada!... Nunca vi puta mais feia nem mais estúpida em toda a minha vida... Pois bem! Vamos logo, será que ainda conseguireis acabar hoje?... Ah!, este é, portanto, o corpo que tanto me elogiaram? Que mamas... Parecem tetas de vaca velha!' E ele as manuseou brutalmente. 'E esse ventre! Como está rijo!... Será que tendes parido vinte crianças?' 'Nem uma única, senhor, garanto.' 'Ah!, sei, nem uma única: é o que todas dizem, aquelas safadas; se as escutarmos, são sempre donzelas... Vamos, virai-vos! Que bunda infame... Que nádegas flácidas e nojentas... É com muitos pontapés na bunda, sem dúvida, que vos deixaram o traseiro deste modo!.' Queiram notar, senhores, que era o mais belo traseiro que fosse possível ver. Entretanto, a moça começava a se perturbar; eu distinguia quase as palpitações de seu coraçãozinho e vi seus belos olhos se cobrirem de uma nuvem. Quanto mais ela parecia se perturbar, mais o gatuno a mortificava Ser-me-ia impossível dizer-vos todos os insultos com que a cobriu; não se ousaria dizer coisas tão picantes à mais vil e à mais infame das criaturas. Finalmente o coração disparou e as lágrimas desandaram: era para aquele instante que o libertino, que se poluía com todas suas forças, tinha reservado o remate das ladainhas. É impossível repetir-vos todos os horrores que ele lhe dirigiu sobre sua pele, sua cintura, seus traços, o cheiro infecto que pretendia emanar dela, sua vestimenta seu espírito: em suma, procurou tudo, inventou tudo para desesperar o seu orgulho, e esporrou nela, vomitando atrocidades que um grosseirão não ousaria pronunciar. p. 269-270 (120 dias de Sodoma)