segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Haicai da tuma



Salão na lata

das viagens do monte frio
alento quatro salas.

Pricilla

A linda flor
bela como o céu
das águas claras.

Myrian

Segundo seja
cheia de desejo tu
só na outra pener.

Hélvio
Chuva de prata
reluzente no verão
praia, futebol.

Vilza


Bela da tarde
floresta e amantes
amor constante.

Professora

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

MANUEL MARIA DU BOCAGE

XXVII

Veio Mulei-Achmed marroquino
Com duros trigos entulhar Lisboa;
Pagava bem, não houve moça boa
Que não provasse o casso adamantino:

Passou a um seminário feminino,
Dos que mais bem providos se apregoa,
Onde a um frade bem fornida ilhoa
Dava esmola cada dia um pino:

Tinha o mouro fodido largamente,
E já basofiando com desdouro
Tratava a nação lusa d’impotente:

Entra o frade, e ao ouvi-lo, como um touro
Passou tudo a caralho novamente,
E o triunfo acabou no cu do mouro.

Wolverine


Wolverine é um personagem fictício, um herói de histórias em quadrinhos
publicados pela Marvel Comics.

Apesar da direção questionável de Brian Singer, no filme X-Men, Wolverine
fez sucesso ao ser interpretado no pelo ator australiano Hugh Jackman em três
filmes, uma atuação bastante elogiada pelos fãs mais radicais. Infelizmente o
filme não fez justiça a todo o potencial do personagem, amenizando sua
capacidade de cura e deixando-o mais dócil.
No entanto o sucesso do
personagem foi tanto que superou sua franquia de origem, os X-Men, ganhando
direito a um filme solo e uma provável franquia própria, contando novamente com
Hugh Jackman interpretando o canadense Tratará do passado violento do mutante,
explicando a sua complicada inimizade com o mutante Dentes-de-Sabre, sua
experiência no projeto Arma X e vários encontros com famosos mutantes do mundo
Marvel. O filme é dirigido por Gavin Hood e escrito por David Benioff. Apesar de
algumas brigas juduciais entre a 20th Century Fox e a Marvel, tudo se solucionou
e há grande espectativa em torno da película.

Tinto Brass



Tinto Brass



Tinto Brass



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tinto Brass - Filmes


http://www.tintobrass.to/film.htm

All Ladies do It

Diana e Paul, estão felizes, dentro de um casamento apaixonado, compondo o que se pode chamar de união perfeita mas Diana, exuberante e repleta de sensualidade, começa a sentir outras necessidades além das que o casamento pode oferecer, partindo de encontro a estímulos extraconjugais Agora Diana deseja não somente experimentar diferentes maneiras de amar e se entregar, como também revelar que os sentimentos das mulheres vão muito além dos próprios limites.

Monella

Lola é louca para perder a virgindade antes do casamento com seu próprio noivo, mas o cara é do estilo "só depois do casamento"encantada com os hábitos de seu padrasto, Lola permanece em constante guerra, esperar pelo seu noivo, ou cair nos braços do padrasto Monella é um dos mais excitantes filmes de Tinto!!!

A Pervertida

Carla é uma garota de vinte anos, com corpo escultural, alegre, de uma sensualidade exuberante Quando decide alugar um apartamento para Matteo, o homem por quem está apaixonada ela conhece Moira, a proprietária da agência, que irá incluir Carla em diversos eventos eróticos. Matteo não sabe de nada, embora suspeite de Carla e mesmo que ele enlouqueça de ciúme ao imaginar sua garota nos braços de outro, este mesmo ciúme o torna cada vez mais apaixonado por ela.

The Voyeur

Professor universitário cai em uma profunda depressão com o desaparecimento de sua linda esposa com o pai doente, e sem a esposa, "Dodo" se entrega a doença, relembrando suas aventuras com a esposa num intrigante jogo de voyerismo, cenas excitantes e mulheres maravilhosas, Tinto faz um dos mais belos filmes de sua carreira.

Paprika

Paprika conta a estória de uma prostituta que trabalha em bordéis da Itália devido ao fato de ser casada, tem que se virar para que o marido não descubra muito seio a mostra cenas tórridas e muita sensualidade, num filme típico de Tinto Brass.

Fermo Posta

Neste filme, uma série de cartas que as mulheres publicam frequentemente em determinados jornais italianos são visualizadas por Tinto dando um toque de erotismo, sensualidade no único filme que ele é o ator principal também diretor Mulheres lindas, cenas provocantes e muito excitantes fazem deste um dos melhores de Tinto!!!

Monamour

Dario é um pequeno editor de Milão que está participando da feira do livro de Mantova. Marta (Anna Jimskaia), sua esposa insatisfeita, o acompanha e Leon é um desenhista e fotógrafo francês enquanto Dario trabalha, Marta em uma visita ao Museu, observa atentamente e, um dos quadros expostos, O pênis ereto de Jupiter, onde depara-se com Leon imediatamente nasce um tórrido e excitante romance, que os envolverá nas mais loucas fantasias.

http://www.brufilmes.com/Tinto.html

POESIA ERÓTICA E SATÍRICA DE MANUEL MARIA DU BOCAGE

II

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente da malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

“Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
passou vida folgada, e milagrosa;
comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.”

Sentimento Alado






Vá! Diga-me, Vênus! Irei ou não naufragar?

Nesse desejo aureolar,

Pois tua ilha é tão longe do alcance humano

Que o caminho é engano

Pras certeiras Naus, de precoce Mortal

No mar, és sereia igual!



Atena tem a mente profícua à justiça

e com seus olhos, sempre erguida,

Inveja a beleza, por ser Primavera

e lembrar daquela! A mais bela!

A que fere e não mata, mas fica marcado

o seu olhar encantado.


P.Viajei

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Epopéia

Sobre a resplandecente armadura
rubra vitória carrega o Império

sábado, 22 de agosto de 2009

POESIA ERÓTICA E SATÍRICA DE MANUEL MARIA DU BOCAGE


XLI


"Apre! Não metas todo... Eu mais não posso..."
Assim Márcia formosa me dizia;
-Não sou bárbaro (à moça eu respondia)
Brandamente verás como te coço:

"Ai! por Deus, não... não mais, que é grande e grosso!"
Quem resistir ao seu falar podia!
Meigamente o coninho lhe batia,
Ela diz: "Ah, meu bem! meu peito é vosso!"

O rebolar do cu (ah!) não te esqueça...
Como és bela, meu bem! (então lhe digo)
Ela em suspiros mil a ardência expressa:

Por te unir faze muito ao meu embigo;
Assim, assim... menina, mais depressa!...
Eu me venho... ai Jesus!... vem-te comigo!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mário Quintana

A rua dos cataventos

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

Álvares de Azevedo

Último soneto


Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!... Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!

Conta aí...



...longa rua. Marcantes na minha presença, passei a imaginar uma passarela, o vai e volta das celebridades. Subir a cabeça parece impossível por receio de perder o resto das formas, mas a maior prioridade, ainda encontram-se nas pernas, já consigo até ver os flashes: Paris, Buenos Aires, Nova York, nada de roupas muito chiques, só algo que não chame muito atenção, tipo, calças muito justas, micro saias, calcinha ou sem calcinha, seja lá como for, tem que ser visível, pois... novamente repito, não são qualquer pernas, mas... as pernas.
Saindo dessas fantasias estranhas, percebo seus lábios encontrarem-se com os de outra coisa que, comumente, não me distancio nem um pouco. Uma cerveja geladinha. - Você quer? ela pergunta.

A de belas de pernas, surpreendentemente falam comigo. Quando acordo do transe, a vejo
distanciar-se. Já de costas, não percebo o seu rosto, então, decido investir.
Precisei pensar muito para a tomada de decisão, pelo fato de que, a espetacular visita estragava o momento. Meu constrangimento, falou por si só. - Boa tarde - acenou o velho safado que parecia derramar a face ao chão. - Muito boa tarde, senhor! ela o cumprimentou e... - Senhor? Rapaz! - velho deve ter ficado muito puto, mas eu só percebo a conver de longe, só que pela cara que ele fez, acho que não deve ter gostado muito desse... - Senhor!

O primeiro passo é saber onde ela mora, então decido
segui-la, onde será que essa doida mora? - Eu disse, não deve ser muito longe
daqui, com meus passos sigilosos percorremos na mesma estrada, só que sem ela
saber, é claro, acabei cometendo um erro que só pude perceber depois, estava
andando rápido demais! Olhando fixamente, aqueles enormes desenhos que se faziam
no final de sua cintura, um shortinho muito sufocante, e as pernas, e que
pernas, comecei a babar, as...

Augusto dos Anjos


A dança da psiquê

A dança dos encéfalos acesos
Começa. A carne é fogo. A alma arde. A espaços
As cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombara, cedendo à ação de ignotos pesos!

É então que a vaga dos instintos presos
— Mãe de esterilidades e cansaços —
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.

Subitamente a cerebral coréa
Pára. O cosmos sintético da Idéa
Surge. Emoções extraordinárias sinto...


Arranco do meu crânio as nebulosas.
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!

POESIA ERÓTICA E SATÍRICA DE MANUEL MARIA DU BOCAGE


XIV


Bojudo fradalhão de larga venta,
Abismo imundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na ciência burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta:

No púlpito um domingo se apresenta;
Prega nas grades espantoso murro;
E acalmado do povo o grã sussurro
O dique das asneiras arrebenta.

Quatro putas mofavam de seus brados,
Não querendo que gritasse contra as modas
Um pecador dos mais desaforados:

“Não (diz uma) tu, padre, não me engodas;
sempre me hás de lembrar por meus pecados
a noite, em que me deste nove fodas!”

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Cruz e Sousa

SIDERAÇÕES

Para as Estrelas de cristais gelados

As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo...
Num cortejo de cânticos alados
Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Passam, das vestes nos troféus prateados,
As asas de ouro finamente abrindo...

Dos etéreos turíbulos de neve
Claro incenso aromal, límpido e leve,
Ondas nevoentas de Visões levanta...

E as ânsias e os desejos infinitos
Vão com os arcanjos formulando ritos
Da Eternidade que nos Astros canta...

Concretismo

e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r a v o


(Victor Az)

Concretismo

E X T O R S Ã O M E D I A N T E S E Q U E S T R O
T R Á F I C O D E E N T O R P E C E N T E S
P R O S T I T U I Ç Ã O I N F A N T I L
L A V A G E M D E D I N H E I R O
H O M I C Í D I O D O L O S O

C O N T R A B A N D O
I M P U N I D A D E
C O R R U P Ç Ã O
E D U C A Ç Ã O

(Victor Az)

Arthur Rimbaud

Canção da Torre Mais Alta

Mocidade presa
A tudo oprimida
Por delicadeza
Eu perdi a vida.
Ah! Que o tempo venha
Em que a alma se empenha.

Eu me disse: cessa,
Que ninguém te veja:
E sem a promessa
De algum bem que seja.
A ti só aspiro
Augusto retiro.

Tamanha paciência
Não me hei de esquecer.
Temor e dolência,
Aos céus fiz erguer.
E esta sede estranha
A ofuscar-me a entranha.

Qual o Prado imenso
Condenado a olvido,
Que cresce florido
De joio e de incenso
Ao feroz zunzum das
Moscas imundas.

sábado, 8 de agosto de 2009

fUTEBOL

BISCOITOS VAM A BOCA MOLHANTE
DEIXANDO O CROCANTE SABOR
POR AÍ, PARQUES COM LIMONADAS
CRIANÇAS SOLTEIRAS DE PAIS.

NEGROS CAPILARES NO ESCUDO
JOGAM CABEÇADAS BONITAS
ESFERA ROLANTE À GRAMA
OS QUEDAM PONTARIA IMPERFEITA .

P.Viajei



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Subúrbio...

desnaturado. Cravei-lhe uma rajada de tiros naquele corpo podre e desnutrido! O
bar me trazia lembranças. Navalhadas! Cortavam que era uma coisa! Eu as
experimentei em algumas gargantas detrapaceiros. Garcia era pior! Um animal!
Depois de assassinar seu antigo patrão,tomou conta de toda essa nojeira - Fecha
essa porta, Ferreira! -Desculpa aê, chefe! Sua voz era violenta e estrondosa
após uns goles de Tequila. Uma pessoa que qualquer um odiaria tê-la como
inimigo. - As facas! Anda Cabron! - cara! Ele não queria morrer! Eu vi pelos
seus gritos dor. Um cheiro de sangue renova a alma! - exclamou o chefe. - Morava
praticamente no bar. Esperava...


P.Viajei & Viviane


Versando nos passos
Sem andar e parar, mas dançar
Envolvidos como um laço
Agarrados pelo olhar.
Bailo feito pluma
Nos teus braços, Poeta
Pairo no que vislumbra
Eis a loucura desperta.
E a levarei por todo o salão,
Mas tirando os meus pés do chão
Admirado pela paixão
Lembrarei dos contos de fadas.
E por que não ser insana
Por segundos me entregar...
A poesia que agora dança
Neste nosso cálido versar.
Não seremos nós! Somente nós
A lua e o céu, soltos no silêncio
Desse nosso mundo perfeito
Em seus beijos pego estrelas.
Beijos nossos, cadentes e surreais
Que damos perdidos ao vento
Dos desejos iguais que urgem no pensamento
E enfim nasce a poesia mais bela.

Paulo Viajei & Angela Chagas


Jamais vou amar, de repente gostar
Jamais a fará minha mulher! Já não mais!
Varia demais nas demais senhoritas
bonita e somente, bonita demais.

Aos passos da luz da manhã sem você
É tocar na tristeza de meu coração
Aos passos da luz da manhã sem você
o sabiá também chora a sua bela razão.

Jamais vou amar, de repente gostar
Jamais vou sentir uma queda por alguém,
só sei, que não serei de mais ninguém
em meu peito a saudade me faz chorar.

E nesse momento tão belo de recordação
Quando queria consegui te lembrar,
no canto dos pássaros uma canção de emoção
outras senhoritas, não vão me enfeitiçar...



ÀS 20 horas

Prostitucional
pátria emocional
Porra real!

Peitos aidéticos
Bundas tatuadas
em calcinhas enfiadas.

O velho te beijou
seu irmão o lambeu
mas é Thaís que o comerá.


P.Viajei