sexta-feira, 9 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quadrinho erótico 1

Cada passa e seu objeto identificava-se com o corpo voraz, logo abaixo não muito, aquilo se correspondia... Ah! Não dá!

Nem todo quadrinho é para moleque, mas eles sempre dão um jeito de ver! Então... vamos ver alguns de nosso interesse:

Milo Manara: Clic 1 - volume 2 - volume 3 e volume 4

Clic foi a obra que deu fama e reconhecimento internacional ao mestre do erotismo Milo Manara. Nascido em 1945 em Bolzano, na Itália, é um dos principais nomes do quadrinho europeu. Suas HQs eróticas se tornaram verdadeiros clássicos do gênero, conquistando uma imensa legião de admiradores em todo o mundo.
GULLIVERA

Lançado em 1996, Gullivera (Gulliveriana, no original) traz a história do Gulliver, o homem que foi parar na minúscula Lilliput, só que a partir de um ponto de vista feminino. Ou seja, em vez do cara, quem aparece na terra das pessoas pequeninas é uma bela garota. Ela vai parar lá por acaso, sem querer e nem mesmo sabe o que fez para chegar até lá. Antes de surgir, no entanto, ela perde toda a roupa e quando chega em Lilliput está envolta apenas numa minúscula bandeira do Reino Unido. Uma vez em meio ao povo miniatura, Gullivera se enfia em algumas confusões e em todas as situações inusitadas que uma bela garota gigante e nua podem provocar.

A Metamorfose de Lucius

Baseada num texto de Apuleio, autor latino do séc. ll e originalmente editada em 1999, a Metamorfose de Lucius recria a história do asno de ouro ao modo inconfundível de Manara. Lucius, descendente
de Plutarco, dirigi-se à região de Tessália para entregar uma carta e acaba por render-se aos mistérios e às múltiplas atrações do lugar.

Kama Sutra

Parvati e Lulu correm um perigo mortal ao encontrar o espírito de Shiva, um legendário saxofonista, preso em um objeto bastante incomun.
É o cinto de Vatsyayana, feito pelo todo-poderoso Prajapati com a pele do próprio pênis.
Sob ameaça de Kali, a destruidora, as duas amigas deverão vencer quatro provas, colocando em prática as milenares técnicas do Kama Sutra.

domingo, 4 de outubro de 2009

quadrinho erótico 2



Um pálido Olhar de moribundo sondam cavernas do sol e o calor era tanto que parecia mover o Inferno. É nessa terra Fúnebre que deitam lencóis, lá no hemisfério de uma vulva.

Estou falando do Guido Crepax. Celebrizou-se sobretudo com as histórias de sua personagem Valentina, criada em 1965 e caracterizada por uma série em quadrinhos que envolve conteúdo erótico e artístico, sendo bastante representativa do espírito estético da década de 1960. Notabilizou-se também pela linguagem sofisticada, "cinematográfica", de seus desenhos. É considerado também um dos principais nomes dos quadrinhos europeus de temática adulta na segunda metade do séculoXX.


Pernas descobertas, um corte suave e profundo recolhe-se sobre meus olhos, não quero mistério.

Valentina

Guido Crepax fez a Itália, e depois o mundo, se apaixonar por sua Valentina, uma fotógrafa descolada que vivia fantasias fetichistas. Bissexualidade, êxtase auto-erótico, sadomasoquismo e devaneios oníricos povoados de referências à Art Nouveau. Com ela, pela primeira vez os gibis entraram na lista dos artigos culturais de primeira classe. Tudo isso fez de Valentina um best-seller na Itália e Europa. A obra de Crepax influenciou grandes nomes dos quadrinhos adultos, como Manara e Serpieri.




domingo, 20 de setembro de 2009

new criticism

Você faz versos
inversos
muda os sentidos
reversos
referidos
diversos
escritos
dispersos
ditos
nos versos
cria excessos
incertos
nos verbos
de versos
poesia.
P.Viajei

Ken park



Rimbaud



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Arte Erótica





Os primeiros registos da arte erótica remontam a pré-história, com reproduções da vida quotidiana representadas pelo homem nas cavernas. Inicialmente assistia-se a gravuras que descreviam os animais no seu habitat natural procurando acasalar, posteriormente foi introduzida a silhueta humana e o elemento da criação.

No Paleolítico encontram-se as primeiras

representações do feminino, tendo sido as primeiras descobertas na Europa. Tratavam-se essencialmente de imagens esculpidas na pedra, representando uma mulher de seios grandes abdómen proeminent

e enquanto símbolo da gravidez e fertilidade.

Na maioria, estas esculturas encontradas no período da pré-historia, mais do que o elemento erótico, tinham enfoque nos objectivos de sobrevivência, tais como a caça, agricultura, animais ou pastoreio.

Avançando no tempo, encontramos a trocar do enfoque na sobrevivência através da procura de alimento, para a sobrevivência através da reprodução da espécie, com as representações a caminharem para uma definição maior do ser humano, do feminino e ostentando

símbolos de fertilidade.

Na Grécia, Roma, Egipto e Índia, há uma clara orientação para o belo. Procuram representar o corpo perfeito, atraente e a exaltação do erótico e sexual, na maioria em ambientes propícios a pratica sexual.

Por sua vez, os símbolos fálicos, associam-se a fertilidade, família numerosa e consequentemente poder e protecção.

As posturas das imagens representadas submetem o observador a ideia de carinho, desejo e coito através de uma representação explicita da ideia.

Nesta altura o erotismos floresce e os artistas alimentam as suas criações, cada vez mais explicitas, como representações claras de desejo e coito.

Um dos expoentes máximos da arte erótica é a literatura que passou a conferir o poder do leitor desejar e sonhar com o erotismo e até mesmo descobrir o seu próprio sentido sexual e erótico.

Encontramos textos eróticos nas obras de Fernando Pessoa [carece de fontes], Florbela Espanca, Bocage, Aristófanes, Ovídio, Júlio Ribeiro, Marquês de Sade etc.

Também na música se encontra expressões de erotismo, principalmente através da dança.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_er%C3%B3tica

Zé da Luz



Ai! Se sêsse!...


Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!
Deixou a face do lençol
quase que a sorrir
deixou a roupa sobre o chão
e assim, veio até mim.

Tirou-me do sufoco
nesses dias de miséria
tirei-lhe mais um pouco
além do vinho e cobertas.

Fique toda a noite
e que seja primavera
fique mais um pouco
e te chamam quenga véia.

P.Viajei
Vejo arder em teus olhos
só o desejo,
dê-me um só instante
para que seja perfeito.

Cálido seio
nessa imagem fria
de pernas sobre pernas,
uma só alvura.

Vem do sorriso
labios abafados
sinto nos lábios
face sobre as pernas.

P.Viajei

Verso em Verso II






Escorre e corre,

muito depressa escorre

corre e vai

liberdade na sua

corresponde ao vento

da sua venta escura

vida na sua

liberdade devida



Se ocorre o sol ,

morre você

pra ver onde cai

corre você,
veio ver

sem Cheirar ele?

fechando-se os olhos dele,

senti-lo

bem namora a cinza flor,

pouco brilho

sem espinho que fura.



Não amor

Agora morre,
morrer?

Não amor

morre forte,
esquecimento

morre pra não matar,

pra não amar

palavras de versos,

até loucura

que bom seria

poesia
fosse dia.


P.Viajei

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Como você
assim que
pudesse
como você
quando amanhece

quando você
no quarto
estivesse
quatro vinhesse
como você
e
com você.

P.Viajei

Ana Cristina César



Aventura na Casa Atarracada

Movido contraditoriamente
por desejo e ironia
não disse mas soltou,
numa noite fria,
aparentemente desalmado;
- Te pego lá na esquina,
na palpitação da jugular,
com soro de verdade e meia,
bem na veia, e cimento armado
para o primeiro a andar.

Ao que ela teria contestado, não,
desconversado, na beira do andaime
ainda a descoberto: - Eu também,
preciso de alguém que só me ame.
Pura preguiça, não se movia nem um passo.
Bem se sabe que ali ela não presta.
E ficaram assim, por mais de hora,
a tomar chá, quase na borda,
olhos nos olhos, e quase testa a testa.

Olavo Bilac

Olha-me!

Olha-me! O teu olhar sereno e brando
Entra-me o peito, como um largo rio
De ondas de ouro e de luz, límpido, entrando
O ermo de um bosque tenebroso e frio.

Fala-me! Em grupos doudejantes, quando
Falas, por noites cálidas de estio,
As estrelas acendem-se, radiando,
Altas, semeadas pelo céu sombrio.

Olha-me assim! Fala-me assim! De pranto
Agora, agora de ternura cheia,
Abre em chispas de fogo essa pupila...

E enquanto eu ardo em sua luz, enquanto
Em seu fulgor me abraso, uma sereia
Soluce e cante nessa voz tranqüila!

Florbela Espanca



Ambiciosa


Para aqueles fantasmas que passaram,
Vagabundos a quem jurei amar,
Nunca os meus braços lânguidos traçaram
O voo dum gesto para os alcançar ...


Se as minhas mãos em garra se cravaram
Sobre um amor em sangue a palpitar ...
__Quantas panteras bárbaras mataram
Só pelo raro gosto de matar !


Minh’ alma é como a pedra funerária
Erguida na montanha solitária
Interrogando a vibração dos céus !


O amor dum homem ? __Terra tão pisada,
Gota de chuva ao vento baloiçada ...
Um homem ? __Quando eu sonho o amor de um Deus ! ...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bocage

Temo que a minha ausência e desventura
Vão na tua alma, docemente acesa ,
Apoucando os excessos da firmeza.
Rebatendo os assaltos da ternura :

Temo que a tua singular candura
Leve o tempo fugaz, nas asas presa
Que é quase sempre o vício da beleza,
Gênio imutável, condição perjura:

Temo ; e se o fado meu, fado inimigo
Confirmar ìmpiamente este receio ,
Espectro perseguidor, que anda comigo,

Com rosto, alguma vez de mágoa cheio ,
Recorda-te de mim, dize contigo :
'era fiel, amava-me e deixei-o "

Alberto Caeiro



É Noite

É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça.
É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.

Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só veio aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?


Bocage

Já se afastou de nós o Inverno agreste

Envolto nos seus húmidos vapores ;

A fértil Primavera , a mãe das flores

O prado ameno de boninas veste :


Varrendo os ares o subtil nordeste

Os torna azuis : as aves de mil cores

Adejam entre Zéfiros, e Amores,

E torna o fresco Tejo a cor celeste ;


Vem, ó Marília, vem lograr comigo

Destes alegres campos a beleza,

Destas copadas árvores o abrigo :


Deixa louvar da corte a vã grandeza:

Quanto me agrada mais estar contigo

Notando as perfeições da Natureza !

Correndo da velha


Era de tarde no Sergipe. Com o salário, fiquei pensando na vida e, até resolvi não economizar na cachaça. Os homi daqui se sentam pra joga baralho, buscam superar a velhice. Algo que os agrade. A criançada corre, tudo com o chinelo amarelo e short sem camisa. Continuam de lumbriga no buchão. - Onde estão seus pais, garoto? - ele me aponta um dedo nojento, dizendo: – Meu pai está aqui, ó! - não deixei barato! Com um tabefe na fuça, corri! Comprei meus cigarros pra relaxar. – Voti! O moleque fugiu!Escuto umas conversas acabrunhadas lá no bar. Volto pra minha vida de escola, vendo lá da rua as rapariguinhas sorrindo. Adiantadas nas roupas chiques, sem o bucho quebrado. - Mais afinal, aonde você sempre vai nos finais de semana, em homi do céu? – pergunta a minha véia impaciente. – Ah! Cala a boca diacho! Sempre se metendo onde não é chamada - quando nos cruzávamos, ela vinha com essas conversa. - Deixa de ser besta moço! - fofoqueira dos infernos. Sempre o que escutava, depois... achava graça. Quietinha, ia toda farceira pra vizinha, sem minha permissão da sabência.- É sempre bom revê-la Maria José! – Comentando as fofocas dos outros lá da rua. - Sabia que... mesmo assim, continuava a me ignorar. - Um moleque besta tacou bombinhas no furico do gato.- Ninguém ficou sabendo?- Não mulher de Deus, mas quando foi isso?Essa velha era a mais atrevida. Passava as noites em portas de lares, apagada vergonha na cara. Maria José era outro traste depois da véia, minha mulher. Abre e Fecha. Aquelas bocas me traziam arrepios. Carlos contava-me que a maioria de seus fregueses, não mais iam no bar por conta das más línguas. - Hômi! Isso é pior que mulher de igreja! - Se não reza, só roga praga!- Há! Há! Há! - Essa coisa tá ficando séria.Ié?Aquele bando de cachaceiros, sabe! Sei! - respondendo o marido da língua maldita.Qual é a pessoa que eles mais odiariam tê-la como inimigo!- Quem? – Perguntei espantado.Sorrisos voavam pelo ar.


P.Viajei

domingo, 13 de setembro de 2009

Conta aí


As paredes estavam prestes a presenciar não só as negras profissões da idade, já que por um momento, a tarde prometia ser perfeita. - Cara! Quem é essa mina? - se surpreendia, Manel. Um cão sarnento que sempre me acompanhava com um trabuco do tamanho de um taco, até o fim da avenida mais próxima, porém, naquele momento, tudo tinha mudado. Ele parecia não se importar de ter novas ranhuras no portão de casa. Era algo surpreendente, pois, um tempo atrás, ele atropelou uma velhinha só porque ela não passou na faixa de pedestre. - Bom! - voltando-se ao assunto que procurava, numa boca trêmula que exibia o pistoleiro. A lata cai de minha mão e, sorrateiramente me ignora, fazendo qualquer trapaça, para também, se assegurar com tamanha visão.
Quando ao solo fui me esgueirando para pegá-la, logo vi o quanto era confortante, já que ela vinha em minha direção. O momento fora incrível. Duas
enormes pernas morenas e lustrosas, marchante na...

No meio dos pés escorados
vejo essa vida passageira
numa música cantada
sentando a mão prazenteira
na fumaça do cigarro
e nas modas violeiras.

E pra cada namorada
Uma rosa do meu desejo
a mais bonita que tiver
dou-lhe também um beijo
e se quiser, melhor ainda!
Pois, no quarto eu te vejo!

Nos tragos, eu com os cabras
depois das onze se espalha
e o cheiro azedo fabrica
o mal estar que a vida estraga
quando põe na nossa frente
um boteco de estrada.

P.Viajei

sábado, 12 de setembro de 2009

Emocionados, trabalhávamos juntos. Mas, depois de uma
carícia penetrante, ele dizia:'Como isso te soará engraçado quando eu não
estiver aqui, isso por que passaste. Quando não tiveres mais meus braços em
volta do pescoço, nem meu peito para nele descansares, nem minha boca
fechando-te os olhos.

Arthur Rimbaud
Uma temporada no
inferno

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Dá-me tu novas
suas, ó luas dos três rostos, que talvez a estejas agora mirando com inveja... a
ela, que, passeando por algumas galerias dos seus suntuosos paços, ou debruçada
do peitoril de alguma varanda talvez

esteja considerando como há de, ressalvada a sua honestidade e
grandeza, acalmar a tormenta que por ela este meu atribulado coração padece, que
glória háde dar às minhas penas, que sossego ao meu
cuidado,

e finalmente que vida à minha morte, e que prêmio aos meus
serviços.


Dom Quixote
(Cervantes)Pág. 293


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vejo os teus olhos neste mar profundo
entregues a doses de igual silêncio
que aliam no meu falso exulto! Sorte!
O embevecia, serena como a morte.


Dessas ilusões noturnas, só o presságio
Tenta livrar-se ainda, de um naufrágio
o vulto pagão! Chamai-me, o cão encarnado!
Aventuroso seio aos crimes bárbaros.


Se a tudo cair exílio, pegue o luto
também terá motivo a vida breve
quando entristece, a pálida alma escuto.


Sem a ventania nua, neva muito leve
ela leva minha bruma ao alto véu
o alto supremo que traria o céu.


P.Viajei

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Subúrbio

Quando bebia, mergulhava nas noites de Carmem. Cinco anos se passaram desde os carregadores de assalto que fugiram das quadrilhas rivais. Não mudou muita coisa. Calçadas ainda consomem vagabundos à espera de serviços, ou ao menos esperam completar os cargos que são mais podres que o próprio caráter. Isso é genial. Ser vagabundo. Então... sei que não é bom alimentá-los mas... As avenidas são de mulheres lindas que até fumam como burguesas, algumas entretanto, metem-se em roubos sem sucesso, ou coisa parecida. Andam com maquiagens pesadas numa frieza européia, guardam pistolas e também canivetes, não se é capaz de roubar-lhe nem mesmo a beleza quando carregam a proteção do crime, embora sentissem algum receio dos velhos brancos da cidade próxima. Qualquer coisinha e... adoram processar deliberadamente. Fosse vadia ou não. - Cara! Você não quer me pagar! - Carmem. Latina de sangue quente. Parava as noites dos comerciantes com seus decotes arrojados e um pedaço de pano que costumava chamar de saia. - Um cheiro de sangue renova a alma! - Exclamou o chefe enquanto dava uma lição no quase defunto. - Fecha essa porta, Ferreira! - Logo desculpei-me observando o corpo moreno da mamacita, totalmente exposto a luz numa libertina cadeira encostada sobre a mesa. Assim que o cliente das 20:00 chegasse, essa era a visão que o sortudo teria, um corpo nu... já de cara. Qual homem não apreciaria uma visão que de tão perfeita seria, portanto uma coisa do inferno. Bom... primeiro os olhos cairiam, depois a boca, o resto a cama faz. Ele apreciaria cada detalhe se não fossem alguns machucados feitos pelo das 19:00. Não pude deixar de notar o contorno dos lábios. Eram morenos como os muros dos guetos que possuíam as mais negras pichações. Olhando discretamente percebi uma tatuagem. Era mesmo uma tatuagem como já ouvira falar, só que não entendi o restante por razão dos pêlos. - Anda Cabron! Tira esse verme daqui! – levei o meliante forçando-lhe a garganta até um ponto distante e pouco movimentado, despedi-me. Pois um belo soco no estômago... pensei. Impossível continuar quando uma viatura aproximava-se, até que seja ao longe. Isso eu não poderia, comprometeria o serviço. Mesmo sabendo de uma velha parceria que nos isentava de certos delitos. Subi para vê-la ou escutar sua voz caliente que já ressoava no final da escada traduzindo-se em palavrões estrangeiros, mas que certamente não eram para um bom sujeito e sim merecidas a patifes que a essa hora deveriam estar em outros comércios. Pensava em abraçar-lhe antes de partir, mesmo assim entrei no seu quarto para consolar-lhe, o que no momento acabou resultando numa noite perfeita. Tive uma imensa vontade de retornar ao seu quarto para um último adeus. Após uma descida momentânea, ficava com a linda imagem sulamericana. Pensava comigo na cor dos lençóis e de encontrá-la sobre eles. Pensava também no sorriso que havia marcado uma xícara com sua estonteante boca e que não lhe saíra da mente. Mas... tudo fora por água abaixo quando descobri que o espancador havia voltado e deixava uma recado. Percebi isso através de furos na parede e um copo banhado em sangue. O desgraçado acertou bem na testa de Carmem. Por um momento tive um interesse repentino. Um pouco doentio, confesso, já que naquele instante deveria estar mais atônito com o ocorrido. O meu interesse foi por sua tatuagem, que no ato libidinoso não havia reparado. Sua tatuagem ou o fim da existência. Me aproximando daqueles lençóis que não mais eram brancos e de um corpo que com tanto sangue empalidecera, e ainda assim pude ver com toda a nitidez o que dizia na região impagável:“La vida loca”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Haicai da tuma



Salão na lata

das viagens do monte frio
alento quatro salas.

Pricilla

A linda flor
bela como o céu
das águas claras.

Myrian

Segundo seja
cheia de desejo tu
só na outra pener.

Hélvio
Chuva de prata
reluzente no verão
praia, futebol.

Vilza


Bela da tarde
floresta e amantes
amor constante.

Professora

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

MANUEL MARIA DU BOCAGE

XXVII

Veio Mulei-Achmed marroquino
Com duros trigos entulhar Lisboa;
Pagava bem, não houve moça boa
Que não provasse o casso adamantino:

Passou a um seminário feminino,
Dos que mais bem providos se apregoa,
Onde a um frade bem fornida ilhoa
Dava esmola cada dia um pino:

Tinha o mouro fodido largamente,
E já basofiando com desdouro
Tratava a nação lusa d’impotente:

Entra o frade, e ao ouvi-lo, como um touro
Passou tudo a caralho novamente,
E o triunfo acabou no cu do mouro.

Wolverine


Wolverine é um personagem fictício, um herói de histórias em quadrinhos
publicados pela Marvel Comics.

Apesar da direção questionável de Brian Singer, no filme X-Men, Wolverine
fez sucesso ao ser interpretado no pelo ator australiano Hugh Jackman em três
filmes, uma atuação bastante elogiada pelos fãs mais radicais. Infelizmente o
filme não fez justiça a todo o potencial do personagem, amenizando sua
capacidade de cura e deixando-o mais dócil.
No entanto o sucesso do
personagem foi tanto que superou sua franquia de origem, os X-Men, ganhando
direito a um filme solo e uma provável franquia própria, contando novamente com
Hugh Jackman interpretando o canadense Tratará do passado violento do mutante,
explicando a sua complicada inimizade com o mutante Dentes-de-Sabre, sua
experiência no projeto Arma X e vários encontros com famosos mutantes do mundo
Marvel. O filme é dirigido por Gavin Hood e escrito por David Benioff. Apesar de
algumas brigas juduciais entre a 20th Century Fox e a Marvel, tudo se solucionou
e há grande espectativa em torno da película.

Tinto Brass



Tinto Brass



Tinto Brass



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tinto Brass - Filmes


http://www.tintobrass.to/film.htm

All Ladies do It

Diana e Paul, estão felizes, dentro de um casamento apaixonado, compondo o que se pode chamar de união perfeita mas Diana, exuberante e repleta de sensualidade, começa a sentir outras necessidades além das que o casamento pode oferecer, partindo de encontro a estímulos extraconjugais Agora Diana deseja não somente experimentar diferentes maneiras de amar e se entregar, como também revelar que os sentimentos das mulheres vão muito além dos próprios limites.

Monella

Lola é louca para perder a virgindade antes do casamento com seu próprio noivo, mas o cara é do estilo "só depois do casamento"encantada com os hábitos de seu padrasto, Lola permanece em constante guerra, esperar pelo seu noivo, ou cair nos braços do padrasto Monella é um dos mais excitantes filmes de Tinto!!!

A Pervertida

Carla é uma garota de vinte anos, com corpo escultural, alegre, de uma sensualidade exuberante Quando decide alugar um apartamento para Matteo, o homem por quem está apaixonada ela conhece Moira, a proprietária da agência, que irá incluir Carla em diversos eventos eróticos. Matteo não sabe de nada, embora suspeite de Carla e mesmo que ele enlouqueça de ciúme ao imaginar sua garota nos braços de outro, este mesmo ciúme o torna cada vez mais apaixonado por ela.

The Voyeur

Professor universitário cai em uma profunda depressão com o desaparecimento de sua linda esposa com o pai doente, e sem a esposa, "Dodo" se entrega a doença, relembrando suas aventuras com a esposa num intrigante jogo de voyerismo, cenas excitantes e mulheres maravilhosas, Tinto faz um dos mais belos filmes de sua carreira.

Paprika

Paprika conta a estória de uma prostituta que trabalha em bordéis da Itália devido ao fato de ser casada, tem que se virar para que o marido não descubra muito seio a mostra cenas tórridas e muita sensualidade, num filme típico de Tinto Brass.

Fermo Posta

Neste filme, uma série de cartas que as mulheres publicam frequentemente em determinados jornais italianos são visualizadas por Tinto dando um toque de erotismo, sensualidade no único filme que ele é o ator principal também diretor Mulheres lindas, cenas provocantes e muito excitantes fazem deste um dos melhores de Tinto!!!

Monamour

Dario é um pequeno editor de Milão que está participando da feira do livro de Mantova. Marta (Anna Jimskaia), sua esposa insatisfeita, o acompanha e Leon é um desenhista e fotógrafo francês enquanto Dario trabalha, Marta em uma visita ao Museu, observa atentamente e, um dos quadros expostos, O pênis ereto de Jupiter, onde depara-se com Leon imediatamente nasce um tórrido e excitante romance, que os envolverá nas mais loucas fantasias.

http://www.brufilmes.com/Tinto.html

POESIA ERÓTICA E SATÍRICA DE MANUEL MARIA DU BOCAGE

II

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente da malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

“Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
passou vida folgada, e milagrosa;
comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.”

Sentimento Alado






Vá! Diga-me, Vênus! Irei ou não naufragar?

Nesse desejo aureolar,

Pois tua ilha é tão longe do alcance humano

Que o caminho é engano

Pras certeiras Naus, de precoce Mortal

No mar, és sereia igual!



Atena tem a mente profícua à justiça

e com seus olhos, sempre erguida,

Inveja a beleza, por ser Primavera

e lembrar daquela! A mais bela!

A que fere e não mata, mas fica marcado

o seu olhar encantado.


P.Viajei

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Epopéia

Sobre a resplandecente armadura
rubra vitória carrega o Império

sábado, 22 de agosto de 2009

POESIA ERÓTICA E SATÍRICA DE MANUEL MARIA DU BOCAGE


XLI


"Apre! Não metas todo... Eu mais não posso..."
Assim Márcia formosa me dizia;
-Não sou bárbaro (à moça eu respondia)
Brandamente verás como te coço:

"Ai! por Deus, não... não mais, que é grande e grosso!"
Quem resistir ao seu falar podia!
Meigamente o coninho lhe batia,
Ela diz: "Ah, meu bem! meu peito é vosso!"

O rebolar do cu (ah!) não te esqueça...
Como és bela, meu bem! (então lhe digo)
Ela em suspiros mil a ardência expressa:

Por te unir faze muito ao meu embigo;
Assim, assim... menina, mais depressa!...
Eu me venho... ai Jesus!... vem-te comigo!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mário Quintana

A rua dos cataventos

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

Álvares de Azevedo

Último soneto


Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!... Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!

Conta aí...



...longa rua. Marcantes na minha presença, passei a imaginar uma passarela, o vai e volta das celebridades. Subir a cabeça parece impossível por receio de perder o resto das formas, mas a maior prioridade, ainda encontram-se nas pernas, já consigo até ver os flashes: Paris, Buenos Aires, Nova York, nada de roupas muito chiques, só algo que não chame muito atenção, tipo, calças muito justas, micro saias, calcinha ou sem calcinha, seja lá como for, tem que ser visível, pois... novamente repito, não são qualquer pernas, mas... as pernas.
Saindo dessas fantasias estranhas, percebo seus lábios encontrarem-se com os de outra coisa que, comumente, não me distancio nem um pouco. Uma cerveja geladinha. - Você quer? ela pergunta.

A de belas de pernas, surpreendentemente falam comigo. Quando acordo do transe, a vejo
distanciar-se. Já de costas, não percebo o seu rosto, então, decido investir.
Precisei pensar muito para a tomada de decisão, pelo fato de que, a espetacular visita estragava o momento. Meu constrangimento, falou por si só. - Boa tarde - acenou o velho safado que parecia derramar a face ao chão. - Muito boa tarde, senhor! ela o cumprimentou e... - Senhor? Rapaz! - velho deve ter ficado muito puto, mas eu só percebo a conver de longe, só que pela cara que ele fez, acho que não deve ter gostado muito desse... - Senhor!

O primeiro passo é saber onde ela mora, então decido
segui-la, onde será que essa doida mora? - Eu disse, não deve ser muito longe
daqui, com meus passos sigilosos percorremos na mesma estrada, só que sem ela
saber, é claro, acabei cometendo um erro que só pude perceber depois, estava
andando rápido demais! Olhando fixamente, aqueles enormes desenhos que se faziam
no final de sua cintura, um shortinho muito sufocante, e as pernas, e que
pernas, comecei a babar, as...

Augusto dos Anjos


A dança da psiquê

A dança dos encéfalos acesos
Começa. A carne é fogo. A alma arde. A espaços
As cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombara, cedendo à ação de ignotos pesos!

É então que a vaga dos instintos presos
— Mãe de esterilidades e cansaços —
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.

Subitamente a cerebral coréa
Pára. O cosmos sintético da Idéa
Surge. Emoções extraordinárias sinto...


Arranco do meu crânio as nebulosas.
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!

POESIA ERÓTICA E SATÍRICA DE MANUEL MARIA DU BOCAGE


XIV


Bojudo fradalhão de larga venta,
Abismo imundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na ciência burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta:

No púlpito um domingo se apresenta;
Prega nas grades espantoso murro;
E acalmado do povo o grã sussurro
O dique das asneiras arrebenta.

Quatro putas mofavam de seus brados,
Não querendo que gritasse contra as modas
Um pecador dos mais desaforados:

“Não (diz uma) tu, padre, não me engodas;
sempre me hás de lembrar por meus pecados
a noite, em que me deste nove fodas!”

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Cruz e Sousa

SIDERAÇÕES

Para as Estrelas de cristais gelados

As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo...
Num cortejo de cânticos alados
Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Passam, das vestes nos troféus prateados,
As asas de ouro finamente abrindo...

Dos etéreos turíbulos de neve
Claro incenso aromal, límpido e leve,
Ondas nevoentas de Visões levanta...

E as ânsias e os desejos infinitos
Vão com os arcanjos formulando ritos
Da Eternidade que nos Astros canta...

Concretismo

e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r e v o
e s c r a v o


(Victor Az)

Concretismo

E X T O R S Ã O M E D I A N T E S E Q U E S T R O
T R Á F I C O D E E N T O R P E C E N T E S
P R O S T I T U I Ç Ã O I N F A N T I L
L A V A G E M D E D I N H E I R O
H O M I C Í D I O D O L O S O

C O N T R A B A N D O
I M P U N I D A D E
C O R R U P Ç Ã O
E D U C A Ç Ã O

(Victor Az)

Arthur Rimbaud

Canção da Torre Mais Alta

Mocidade presa
A tudo oprimida
Por delicadeza
Eu perdi a vida.
Ah! Que o tempo venha
Em que a alma se empenha.

Eu me disse: cessa,
Que ninguém te veja:
E sem a promessa
De algum bem que seja.
A ti só aspiro
Augusto retiro.

Tamanha paciência
Não me hei de esquecer.
Temor e dolência,
Aos céus fiz erguer.
E esta sede estranha
A ofuscar-me a entranha.

Qual o Prado imenso
Condenado a olvido,
Que cresce florido
De joio e de incenso
Ao feroz zunzum das
Moscas imundas.

sábado, 8 de agosto de 2009

fUTEBOL

BISCOITOS VAM A BOCA MOLHANTE
DEIXANDO O CROCANTE SABOR
POR AÍ, PARQUES COM LIMONADAS
CRIANÇAS SOLTEIRAS DE PAIS.

NEGROS CAPILARES NO ESCUDO
JOGAM CABEÇADAS BONITAS
ESFERA ROLANTE À GRAMA
OS QUEDAM PONTARIA IMPERFEITA .

P.Viajei



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Subúrbio...

desnaturado. Cravei-lhe uma rajada de tiros naquele corpo podre e desnutrido! O
bar me trazia lembranças. Navalhadas! Cortavam que era uma coisa! Eu as
experimentei em algumas gargantas detrapaceiros. Garcia era pior! Um animal!
Depois de assassinar seu antigo patrão,tomou conta de toda essa nojeira - Fecha
essa porta, Ferreira! -Desculpa aê, chefe! Sua voz era violenta e estrondosa
após uns goles de Tequila. Uma pessoa que qualquer um odiaria tê-la como
inimigo. - As facas! Anda Cabron! - cara! Ele não queria morrer! Eu vi pelos
seus gritos dor. Um cheiro de sangue renova a alma! - exclamou o chefe. - Morava
praticamente no bar. Esperava...


P.Viajei & Viviane


Versando nos passos
Sem andar e parar, mas dançar
Envolvidos como um laço
Agarrados pelo olhar.
Bailo feito pluma
Nos teus braços, Poeta
Pairo no que vislumbra
Eis a loucura desperta.
E a levarei por todo o salão,
Mas tirando os meus pés do chão
Admirado pela paixão
Lembrarei dos contos de fadas.
E por que não ser insana
Por segundos me entregar...
A poesia que agora dança
Neste nosso cálido versar.
Não seremos nós! Somente nós
A lua e o céu, soltos no silêncio
Desse nosso mundo perfeito
Em seus beijos pego estrelas.
Beijos nossos, cadentes e surreais
Que damos perdidos ao vento
Dos desejos iguais que urgem no pensamento
E enfim nasce a poesia mais bela.

Paulo Viajei & Angela Chagas


Jamais vou amar, de repente gostar
Jamais a fará minha mulher! Já não mais!
Varia demais nas demais senhoritas
bonita e somente, bonita demais.

Aos passos da luz da manhã sem você
É tocar na tristeza de meu coração
Aos passos da luz da manhã sem você
o sabiá também chora a sua bela razão.

Jamais vou amar, de repente gostar
Jamais vou sentir uma queda por alguém,
só sei, que não serei de mais ninguém
em meu peito a saudade me faz chorar.

E nesse momento tão belo de recordação
Quando queria consegui te lembrar,
no canto dos pássaros uma canção de emoção
outras senhoritas, não vão me enfeitiçar...



ÀS 20 horas

Prostitucional
pátria emocional
Porra real!

Peitos aidéticos
Bundas tatuadas
em calcinhas enfiadas.

O velho te beijou
seu irmão o lambeu
mas é Thaís que o comerá.


P.Viajei

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Subúrbio...


...os serviços, que eram quase que imediatos. Escutava músicas chatas, pegadas a vida fácil. O sonho Libertário está derramado por todo o chão. As portas fecham-me os sentidos do cair da noite. Calçadas bebem o seu vinho. Já sou vagabundo! Então! Não é bom alimentá-los. O frio, Adrenalina! Puxando brasas e tiros, esse foi o meu destino, da mesma cor, com outra flor se o roubo for. As avenidas dos mais caros, descarregadores de assalto mergulham nas perdições de Little Giorgio, novo traficante dos Guetos.

P. Viajei

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sade era o cara!!!!!!


Em 15 de novembro de 1956 iniciava-se um processo criminal
em Paris, o réu, Donatien Alphonse François, ou melhor, o Marquês de Sade,
também conhecido como Divino Marquês por uma pequena parcela de intelectuais e
artistas. Tal processo fora iniciado devido à tentativa de um editor - Jean
Pauvert - de lançar em edição as obras completas do Marquês. O tribunal
mostrava-se contrário, porquanto desde o início do século XIX as obras mais
picantes de Sade eram tidas como capazes de destruir o corpo e a alma de
qualquer leitor.
www.klepsidra.net/klepsidra8/sade.html - 32k -


Fragmentos da obra - 120 dias de
Sodoma


Ele se
faz foder enquanto enraba o irmão e a irmã; é o mesmo homem de quem a Desgranges
falará no dia 24 de Fevereiro.Nessa mesma noite, o Duque deflora Hébé no cu, que
apenas tem doze anos. Ele tem dificuldades infinitas para conseguir; ela é
segura pelas quatro velhas, e ele é servido pela Duclos e a Champville; e como
há uma festa no dia seguinte, para não atrapalhar nada, nessa mesma noite, o cu
de Hebe é entregue, e os quatro amigos gozam dela. Levam-na sem sentidos; é
enrabada sete vezes. Que a Martaine não diga que é lacrada; está errado.Dia dois
de Janeiro. 6. Ele manda quatro moças peidarem na sua boca enquanto enraba uma
quinta; em seguida, alterna. Todas peidam; e todas são enrabadas; ele somente
esporra na quinta bunda.7. Ele se diverte com três rapazinhos; ele enraba e faz
cagar, alternando os três, e masturba aquele que está sem fazer nada.8. Ele fode
a irmã no cú, fazendo-se cagar na boca pelo irmão, em seguida, ele os troca, e,
em ambos os prazeres, enrabam-no.9. Ele apenas enraba mocinhas de quinze anos,
mas não sem antes tê-las chicoteadas com toda a força.Celebram, nesse dia, a
festa da nona semana. Hércules esposa Hebe e fode sua boceta. Curval e o Duque
cada por sua vez, o marido e a mulher, alternadamente.Dia três de Janeiro. 11.
Ele só enraba durante a missa, e esporra na elevação.12. Ele só enraba calcando
um crucifixo com os pés e fazendo a moça calçá-lo.13. O homem que se divertiu
com Eugénie na décima primeira jornada da Duclos faz cagar, limpa a bunda
merdosa, tem um pau enorme, e enraba com uma hóstia na ponta de sua
ferramenta.14. Enraba um menino com a hóstia, faz-se enrabar com a hóstia. Na
nuca do menino que ele enraba está outra hóstia, sobre a qual um terceiro menino
caga. Ele esporra assim sem trocar, mas proferindo blasfêmias medonhas.15. Ele
enraba o padre enquanto diz sua missa, e quando aquele consagrou, o fodedor se
retira um momento; o padre enfia a hóstia no próprio cu, e ele volta a enrabá-lo
em cima.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Flávio Leite & P.Viajei

Rosas





Rosas do campo


Rosas de pranto


Da dor que se cheira


E que se faz de manto.




Deixa-me sentir


Notar e sorrir


Somente ela


Mais uma vez!




Como é belo esse rubro amor


Como é linda essa cor eterna


Como dói fincados em mim


Os espinhos dela.




Ao furto o fruto


As damas proibidas


Que se reserve uma


Para uma doce noite de amor.

P.Viajei & Anorkinda

Algo que sinto


A longa noite em seus olhos

encobre-me, seu sorriso

encobre-me distante em razão

constante em coração

as palavras que por ele são regidas

por ele são descritas

harmoniosas aos sentidos

sentidos por mim quando se provam

quando por ti olham

assim se fazem palavras,

as rimas se encantam

aqui estou

pronto para ti, em palavras

com meus gestos, construindo versos.


Derramando em seus olhos

percorre-me em arrepio

percorre-me sua lágrima

sentimento de lástima em meu coração as palavras

que nunca foram ditas

amorosas sem sentido

sem sentido abandonadas ao relento

quando tua lágrima chora

assim em versos jogados ao vento

aqui estou

trazendo-te em palavras

com meus versos, construindo gestos.